Apenas um texto...Vale à pena ler!

     Hello Dreams! O que vocês vão ler agora é apenas um texto, que pode significar algo, ou não. Este texto é dedicado para todas aquelas pessoas que acreditam que a amizade está acima de tudo. Fui eu quem o fiz, mais uma loucura da minha cabeça que coloquei para o papel. Ele é bastante extenso, mais creio que vai valer a pena!

     - Estava sendo uma tarde comum.
Disse Rebeca, ao conversar com a psicóloga. Dra. Annie não acreditava em uma sequer palavra que sua paciente dizia. Para a profissional, a adolescente tinha um mente fértil e imaginava muitas coisas. Mas Rebeca continuou:
     "Eu e Sônia estávamos no banheiro do hotel, nos arrumando para irmos à piscina, quando uma porta nos chamou a atenção. Era uma porta velha, trancada com fechaduras de aço e mais uma grade, trancada com 3 cadeados. Fiquei observando a porta e me perguntei: para que tantos cadeados? Mas não dei muita importância para a situação. Retoquei meu delineador, quando percebi que Sônia estava completamente hipnotizada olhando para a tal porta. Ela olhava fixamente, nem piscava. Mas logo a apressei:
     - Vamos amiga, estamos de férias, temos que aproveitar ao máximo. Te espero na piscina, não demora hein? Olhei para o relógio. Eram 16h e 03 minutos. Fui nadar, quando ouvi um grito:
     - Rebeca!!!


     Era a voz da Sônia, e parecia vir do banheiro. Disparei para lá. Quando cheguei, não a encontrei, mas ouvi um grito ainda mais alto.
     - Rebeca, socorro!!
     Olhei através do espelho e não tinha ninguém. Somente a porta. E desta vez, com marcas de unhas. Achei estranho, pois há 5 minutos aquelas marcas não estavam ali. Não dei importância, decidi ir ao meu quarto e descansar. Aproveitei e liguei para a minha mãe, para ver por onde ela andava. Ela não atendeu o celular, deveria estar preocupada. Minha cabeça começava a doer. Decidi tomar um analgésico e tirei um cochilo.
     Quando acordei, a dor já tinha passado. Olhei no celular, o relógio estava marcando um século a mais do que devia.
     - Que porcaria de celular! Aff! Como é que ia passar mais de um século assim? Haha! Que lixo!
     Disse, colocando meu jeans e minha regata. Terminei de me arrumar e decidi "pegar um bronzeado". Quando abri a porta do meu quarto, me deparei com o corredor claro. Como se ainda fosse dia. "Deve ser o fuso-horário", pensei.
     Chamei o elevador e quando cheguei no saguão, todos pareciam estar imobilizados.
     - O que é isso? Alguém me explica o que está acontecendo! Eu exijo uma explicação! - Gritei.
   - Moça, o que houve aqui? - Perguntei a recepcionista, mas ela não me respondeu, nem piscou, tampouco se mexeu. De repente, ouvi mais um grito:
     - Rebeca, me ajudaaaa!
     Era o grito da Sônia, novamente. Corri para o banheiro, onde tinha a visto pela última vez.
     - Amigaaaa, onde você está? O que está acontecendo aqui? Sôniaaaaaaaaa!!!
     Ela não me respondeu. Eu não sabia onde ela estava, nem podia vê-la, mas sentia que ela estava perto de mim. Corri para o banheiro. Quando cheguei lá, um cadeado aberto me chamou atenção. Peguei ele. De repente centenas de pontos começaram a brilhar, formando uma estrela, que piscava sem parar. Cautelosamente toquei na estrela por pura curiosidade. Mal podia imaginar que o pesadelo só estava começando. Comecei a ouvir cães enfurecidos latindo, e logo um som de piano surgiu do nada. Peguei meu celular e verifiquei a data. Eu estava em pleno ano de 2340. Saí correndo em direção á piscina. Lá perto, tinha um relógio analógico, que os ponteiros giravam tão rápido, que pareciam hélices de um helicóptero. Os anos passavam como segundos.

                                                                  
     Alguma coisa brilhante me chamou atenção no fundo da piscina, nadei até conseguir pegar a tal coisa. Ela brilhava muito, parecia uma...chave?
     Fui ao banheiro onde se encontrava a tal porta misteriosa. Tentei abrir um cadeado, não deu. Ao tentar abrir o outro: - Bingo! - gritei.
     Abri o cadeado com todo o cuidado do mundo, quando houvi uma risada sinistra.
     - Quem está aí?
     - Muhamuhamuha - ouvi novamente.
   - Tá legal. Só pode ser um pesadelo bobo. Vou fechar meus olhos e contar até três. Quando eu abri-los, tudo vai voltar ao normal; um,...dois,...três!
     Tudo começou a cair, o hotel, as pessoas, tudo! Só permaneceu a maldita porta, intacta.
     - Socorro! - Ouvi novamente.
    - Agora já chega! Onde eu estou? O que vai acontecer comigo? Quero voltar para casa! Estas estão sendo as piores férias da minha vida! Me tire daqui, seja lá quem está fazendo isso comigo.
     Me ajoelhei e comecei a chorar desesperadamente. As minhas lágrimas formaram uma poça d'água. Cheguei mais perto, parecia ser fundo. Encostei o indicador levemente. Fui sugada para dentro da poça e caí num lugar totalmente diferente, uma floresta composta de árvores secas.



     Olhando para o céu, vi uma bela lua cheia, quando percebi que o latido dos cães enfurecidos, o piano e a risada ficaram mais intensas. Corri desesperadamente. A trilha na floresta parecia não ter fim. Parei para descansar só um segundo, pois eu não estava acostumada a correr. Um tanto agachada, eu respirava profundamente e rapidamente, como forma de recuperar o fôlego e descansar, quando me dei conta que meu nariz estava sangrando. O sangue que escorria do meu nariz formou o desenho de uma chave no chão. Quando o desenho se completou, o meu nariz parou de sangrar. Logo ouvi o som de algo pesado cair no chão, bem atrás de mim. Era o cadeado, o último deles. Só então pude abrir a grade. Ufa! Mas ainda faltava a chave principal da porta.
     Eu já estava cansada, com fome e com sono. Decidi dormir por ali mesmo, sobre uma pedra. Algumas corujas davam àquela noite, sons horripilantes. Dormi um pouco, com medo de algo pior acontecer. A noite foi fria e longa. Acordei um pouco antes do sol nascer. Comecei a enxergar vultos. Parecia ser uma menina, morena, pálida, usando um vestido preto e longo. Ela se mexia rapidamente e falava apenas a palavras "curiosa" e "morte". As palavras foram repetidas inúmeras vezes até ela desaparecer. Achei que era coisa da minha cabeça e segui andando.



     Logo na minha frente surgiu um calendário pregado na árvore. Ele marcava o ano de 3179. Respirei fundo e segui em frente, tentando entender o que estava acontecendo comigo. Mais na frente tinha um enorme espelho. Era impossível atravessá-lo!
     - Rebeca, é você?
    - Sôniaaaa! Cade você?
    - Aqui do outro lado. Me tira daqui, por favor!
    - Como eu chego aí? Como você chegou aí?
    - Não sei como eu cheguei aqui, mas foi por causa daquela porta no banheiro, ela brilhava imensamente.
    Desta vez, meu dedo indicador salvara a minha amiga, bem...quase. Ao tocar no espelho ele transformou nada mais do que cinzas, e eu pude abraçar Sônia.
    - Saudaaaaaade! - falei aliviada.- Só você mesma para me meter em uma dessas....
    Foi quando ouvi um disparo. Quando olhei para trás, a Sônia jogou-se atrás de mim, para impedir que a bala me atingisse. Mas atingiu a Sônia. Gritei desesperadamente!
     - Fala comigo amiga! Por favor!
     O disparo foi feito pela menina pálida, que ria como uma louca.
    Sônia segurou um cordão que compramos quando tínhamos 7 anos, o dela estava escrito "best" e o meu, "friends".
    - Melhores amigas - disse Sônia, soltando seu último suspiro.
    - Para sempre- completei, chorando.
    Juntando os dois cordões, formei a frase "beste friends". Um feixe de luz surgiu e transformou nossos colares em uma chave. Saí disparando em busca da porta. Enfim, a achei. Abri a porta...



Tudo começou a andar para trás, uma espécie de volta ao tempo com direito à uma ventania, quase tornado. Tudo passou num piscar de olhos. Lá estava eu no banheiro, me arrumando para ir para a piscina, quando vi a Sônia, pulei no colo dela, abraçando-a, aliviada.
    - Te amo, te amo, te amooooo! - Falei, apertando as bochechas dela - Como é bom te ver amiga, Saudadeeees! Achei que nunca mais ia te ver na vida.
     - Eu hein! Que papo estranho é esse? Fala sério! Te vi a um minuto atrás! Deu tanta saudade é? rsrsrs!
Realmente a Sônia não se lembrava de nada. Expliquei tudo à ela, à caminho da piscina. Olhei para o relógio ele estava funcionando normalmente, ufa! Aproveitamos a piscina e as férias inteiras como combinado.
    Contei para algumas pessoas o que havia acontecido, todas falaram que eu tinha uma imaginação fértil. Aff! Talvez seja melhor assim, só eu e o meu diário sabendo.
    Na outra semana, voltei para casa, e fui à pscicóloga como rotina, contei para ela a situação:
     - Estava tendo uma tarde comum,...

3 comentários:

  1. Adorei o texto! Muito criativo... ei, falando em criativo, meu blog fez 1 ano dia 11/05, mas ainda não tenho ideia do que fazer pra comemorar... passa lá e me dá uma ideia? c;
    bjs

    http://justdream-official.blogspot.com.br/2014/05/1-ano-de-just-dream.html

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  2. Eu simplesmente amei o texto, ele merece nota 10. Parabéns, você é muito criativa.

    Bjos

    http://emmeumundodiferente.blogspot.com.br/

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